___________________________________________________________________________________________________________

ACNE E HISURTISMO

A acne é uma doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. Devido a isso, as lesões começam a surgir na puberdade, época em que estes hormônios começam a ser produzidos pelo organismo, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos.

A doença não atinge apenas adolescentes, podendo persistir na idade adulta e, até mesmo, surgir nesta fase, quadro mais frequente em mulheres.

As manifestações da doença (cravos e espinhas) ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.

O tratamento da acne deve ser orientado por um médico dermatologista, que é o profissional capacitado para indicar os medicamentos ideais para cada caso. Não use remédios indicados por pessoas leigas ou que tenham um quadro semelhante ao seu. Eles podem não ser apropriados ao seu tipo de pele.

O Hirsutismo não é uma doença, mas sim uma desordem na produção de andrógenos ou na sensibilidade cutânea aos mesmos. Caracteriza-se pelo o desenvolvimento de pêlos terminais (duros e pigmentados) em locais como,face, tórax, abdome e dorso, onde normalmente eles não são encontrados em mulheres.

O hirsutismo deve ser diferenciado de lanugem e de hipertricose .

As formas benignas de hirsutismo geralmente inicia na puberdade ou após um período de ganho de peso e têm uma progressão lenta. Hirsutismo que começa em outros períodos da vida, com rápida progressão e sinais e sintomas de virilização pode ser decorrente de neoplasia.

Causa comuns:

A síndrome de ovários policísticos (SOP) e o hirsutismo idiopático são as principais causas, sendo outras patologias responsáveis por 2,3% dos casos.

DIAGNÓSTICO

Na história clínica, devemos pesquisar sobre a menarca, regularidade nos ciclos menstruais, gestações, uso de contraceptivos, sintomas de ovulação (dor ovulatória, mastodínea), aparecimento de acne e/ou alopécia frontal, idade do início e progressão do hirsutismo, história familiar (pesquisar SOP, hiperplasia adrenal congênita), uso de medicações com efeito androgênico ou que causem hirsutismo.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

ADERÊNCIA PÉLVICA

É a formação de tecidos fibrosos entre órgãos ou tecidos,normalmente separados,causada por cirurgias ou infecções anteriores e endometriose.

É uma das principais causas de dores pélvicas e infertilidade.Nada se compara á eficência da videolaparoscopia para diagnosticar as mais diversas doenças responsáveis pelas aderências,além de propiciar seu adequado tratamento.

Com uso de equipamento específico,as aderências são seccionadas e a liberação dos órgãos ou tecidos,resulta em melhora das dores e aumento da fertilidade.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

AUSÊNCIA DE MENSTRUAÇÃO(AMENORRÉIA)

Amenorréia é a ausência da menstruação em 2 meses seguidos.

Podemos classificar a amenorréia em dois tipos:

Amenorréia primária: aquela que ocorre em mulheres que nunca menstruaram.

Amenorréia secundária : aquela que ocorre em mulheres que já tiveram períodos menstruais, porém deixaram de ter. Ocorre por intervalo de tempo maior do que 2 meses.

A amenorréia pode ter diversas causas:

- Gravidez

- Utilização de medicamentos

- Algum tipo de doença

- Estresse

- Excesso de prática de esportes ou exercícios

Importante : na ocorrência de amenorréia, um médico deve ser consultado para verificar as causas e iniciar, se necessário, tratamento médico.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

CÂNCER DE ENDOMÉTRIO(no interior do útero)

A incidência do câncer de endométrio tem aumentado muito nas últimas décadas.Hoje é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos,já tendo superado o câncer de mama.

O principal sintoma é o sangramento uterino anormal principalmente em mulheres com mais de 40 anos,diabéticas,obesas e hipertensas.

Os métodos diagnósticos incluem o exame de Papanicolau,ultra-sonografia transvaginal e ,principalmente,a histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida ou orientada.

Num comparativo com a cirurgia tradicional(curetagem uterina fracionada com anestesia),a histeroscopia é menos agressiva,tem custo menor e possibilita o diagnóstico diferencial de outras doenças benignas intra-uterinas que também podem causar sangramento como pólipos,miomas ou alterações suspeitas de câncer.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

CISTOS DE OVÁRIO

Os ovários são dois órgãos que estão situados um de cada lado do útero.Produzem os óvulos e os hormônios femininos.

Cistos são bolsas preenchidas com material líquido,semi-sólido ou sólido que surgem nos ovários,principalmente em mulheres em idade reprodutiva.Podem ser cistos de ovulação(normais) ou patológicos causados por distúrbios hormonais,endometriose e câncer de ovário.

Distúrbios hormonais podem impedir a ovulação e desenvolver os chamados ovários policísticos.São ovários com volume aumentado e com presença de pequenos cistos na sua borda semelhante a um colar de pérolas.Geralmente estão associados á infertilidade e aparecimento de acne,aumento de pelos no corpo e ganho de peso.

Na maioria das vezes,os cistos ovarianos são imperceptíveis e,por não apresentar sintomas,são descobertos casualmente na ultra-sonografia.Quando volumosos,causam distensão e dor abdominal.A torção da base do cisto ou sua ruptura espontânea causam dor abdominal aguda e severa e a necessidade de cirurgia de urgência.

O quadro clínico,o aspecto do cisto ovariano ao ultra-som e exames laboratoriais definem o tratamento:observação e acompanhamento da evolução do cisto ou cirurgia.

Na impossibilidade de diferenciar cistos ovarianos benignos de malignos a melhor indicação é a videolaparoscopia diagnóstica.Se durante o procedimento é confirmado o diagnóstico de câncer de ovário,a paciente é submetida á cirurgia tradicional(laparotomia)para retirada das trompas,útero e ovários.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

CÓLICA MENSTRUAL

A cólica menstrual é o sintoma normal que acompanha a menstruação.
Também é chamada de dismenorreia e afeta 50% das mulheres em idade fértil.

Juntamente à tensão pré-menstrual, é uma das principais queixas das mulheres, responsável por perda de dias inteiros de estudo ou trabalho.

Ao contrário do que se pensava antigamente, a cólica menstrual tem tratamentos muito eficazes que melhoram muito a qualidade de vida da mulher nesses dias.

Sintomas da cólica menstrual

O principal sintoma é a dor no baixo ventre ou na barriga, e em algumas mulheres a dor parece vir das costas para a frente. É uma dor em cólica, ou seja vai e volta.

Costuma aparecer algumas horas antes ou junto com a menstruação.

Geralmente toda a região do abdômen fica dolorida e pode ser acompanhada de sintomas gerais como:

. enjoos;
. diarreia;
. vômitos;
. cansaço;
. dor de cabeça;
. nervosismo;
. vertigem e até mesmo desmaios.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

CORRIMENTO GENITAL

Na mulher, um pouco de secreção clara ou esbranquiçada pode ser considerado normal, já que mantém a vagina limpa e úmida. Mas esta secreção deve ser discreta e não sujar mais do que uma calcinha por dia. Quando a quantidade de secreção for maior e o seu aspecto mudar, então há uma situação anormal. Nestes casos, pode haver ardência na vagina ou nos lábios, acompanhada de um certo “queimor” ou coceira.

Há vários micróbios que podem causar isto, entre eles: clamídia, candidíase, triconomas, gonococo (gonorréia). Nos homens, o corrimento na uretra (com ou sem ardência), pode ser causado por gonorréia ou outros micróbios.

O diagnóstico correto e rápido de corrimentos anormais em mulheres evita o aparecimento de doenças, entre as quais as inflamações no baixo ventre (doença pélvica), que podem levar à esterilidade. Como a contaminação ocorre frequentemente na relação sexual, algumas destas infecções são consideradas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

É importante procurar o seu médico nos seguintes casos:

Corrimento no pênis com ou sem ardência;

Corrimento na vagina de forma anormal;

Dor no baixo ventre com mal-estar e/ou febre;

Dor abdominal intensa e com febre.

Prevenção:

Fazer sexo seguro ou protegido

Fazer diariamente sua higiene com água e sabonete, apenas na parte externa da vulva (os labios) ou do pênis. Não se deve fazer ducha vaginal.

VAGINOSE BACTERIANA

Também conhecida como vaginite não específica,é a causa mais comum de vaginite.

Não é considerada DST(doença sexualmente transmissível),pois já foi relatada em mulheres jovens sem atividade sexual.É causada por uma alteração na flora vaginal normal,com diminuição na concentração de lactobacilos e predomínio de uma espécie de bactérias sobre outras,principalmente a Gardnerella Vaginalis.

A secreção vaginal branco-acinzentada,com odor de peixe é o sintoma característico.

A irritação e o prurido vulvar são raros.O diagnóstico é feito através do exame direto com a identificação de células chamadas clue-cells e da liberação do odor típico no teste da amina.

O tratamento é realizado através do uso de cremes vaginais específicos.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

DISTÚRBIOS SEXUAIS

Problemas sexuais podem ser motivados tanto por fatores orgânicos (como doenças e uso de remédios), como por causas emocionais.

Podemos classificar as desordens sexuais, do ponto de vista clínico, em três tipos: disfunções sexuais, distúrbios de preferência sexuais e distúrbios de identidade sexual

A queixa mais freqüente entre as mulheres é a falta de desejo, seguida dos problemas do orgasmo.

Outra reclamação comum é a que relaciona o coito com desconforto e/ou dor constante. Esta pode ter uma origem orgânica devido à atrofia vaginal (mulheres climatéricas). Muitas vezes, no entanto, acompanha uma história de falta de desejo não expressada pela mulher ou não percebida pelo parceiro, traduzindo a falta de diálogo sexual entre muitos casais.

Entre os homens, a queixa mais freqüente é a disfunção erétil (DE), seguida da ejaculação precoce. Acima de quarenta anos (metade tem DE) a causa orgânica ou física pode aparecer, sejam doenças ou medicamentos que afetam negativamente a sexualidade. Um problema vascular, neurológico, hormonal ou do próprio corpo cavernoso pode estar na origem da DE.

A ejaculação precoce atinge principalmente homens jovens e neste caso, a pessoa alcança o clímax tão rapidamente que a relação sexual é com freqüência decepcionante para ambas as partes. A ejaculação retardada é uma inibição involuntária do reflexo orgástico do homem. É relativamente rara e pode ter causas emocionais profundas.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

DOENÇAS DA MAMA

Muito tem se falado sobre as doenças da mama,com enfoque principalmente sobre o câncer.

Antes da menina menstruar já se inicia o desenvolvimento das mamas, com o aparecimento do chamado broto mamário. Pode ser acompanhado ou não de vermelhidão, inchaço e dor no local, tendendo a desaparecer estes sintomas em poucos dias não devendo portanto ser motivo de grandes preocupações. Raramente o desenvolvimento das mamas é feito de maneira simétrica, podendo ficar uma mama maior que a outra. Quando essa assimetria é muito acentuada e provoca desconforto deve-se avaliar a necessidade de cirurgia corretiva.

Antigamente conhecida como Displasia Mamária,a Afecção Funcional Benigna das Mamas (AFBM), hoje é aceita como uma resposta normal da mama às alterações hormonais cíclicas que ocorrem na mulher. Não se tem uma causa definida, acreditando-se que possa ser multifatorial. Os sintomas são variados, podendo se manifestar como dor, entumescimento e percepção de vários caroços dolorosos. A maioria da sintomatologia desaparece após a menstruação. O diagnóstico é basicamente clínico, ou seja, feito pelo médico, sem a necessidade obrigatória de exames complementares.

É mais comum em mulheres jovens, com poucos ou nenhum filho. O principal do tratamento deste caso é o esclarecimento à mulher sobre a doença, seus fatores determinantes e sua evolução benigna. Existe o tratamento medicamentoso e o não medicamentoso.

A Ectasia Ductal é muito comum após os 40 anos, sendo caracterizada por secreção mamilar e dor, sendo que na maioria das vezes essa secreção é escurecida. É uma das doenças que mais simula o câncer. Não se sabe a causa, mas sabe-se que ocorre uma inflamação nos ductos mamários. O diagnóstico é feito clinicamente e com ajuda de exames complementares.

Mastites é o nome que se dá á inflamação das mamas, ocorrendo principalmente durante a fase de amamentação. Em todos os casos é acompanhada de muita dor, vermelhidão, sensação de endurecimento e tumor no local. Pode ocorrer febre. O tratamento é medicamentoso e em casos extremos é realizada drenagem.

Apesar de não ser uma doença, vale a pena lembrarmos da dor mamária que deve ser colocada devido à sua alta incidência. É causada principalmente por variações hormonais (excetuando-se as outras patologias) e em estudo não comprovado ainda por dieta inadequada. O diagnóstico é subjetivo e clínico e o tratamento é individualizado de acordo com o caso.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS PÉLVICAS

A doença inflamatória pélvica é um termo geral que refere-se a infecção do útero, tubas de falópio, e outros órgãos do sistema reprodutivo feminino. É uma complicação comum e séria de algumas doenças sexualmente transmissíveis, especialmente clamídia e gonorréia. Pode danificar os tubas e tecidos próximos ao útero e ovários. Dentre as conseqüências graves da doença inflamatória pélvica estão infertilidade, gravidez ectópica (fora do útero), formação de abscesso e dor pélvica crônica.

A doença inflamatória pélvica ocorre quando bactérias ascendem da vagina ou cérvix para dentro dos órgãos reprodutores. Muitos organismos diferentes podem causar doença inflamatória pélvica,entre eles gonorréia e clamídia, duas comuns doenças sexualmente transmissíveis por bactérias. Episódio anterior de doença inflamatória pélvica aumenta o risco de episódios posteriores.

Quanto mais parceiros sexuais a mulher tiver, maior será o risco pelo potencial de se expor mais a agentes infecciosos. A mulher cujo parceiro sexual tenha relações sexuais com outras pessoas também possui maior risco para esta doença.
Os sintomas da doença variam de nenhum a severos. Quando a doença inflamatória pélvica é causada por infecção por clamídia, a mulher pode experimentar sintomas moderados enquanto danos sérios são causados nos órgãos reprodutivos. Por causa dos sintomas vagos a doença muitas vezes não é reconhecida.

As mulheres quando têm sintomas comumente apresentam dor no abdômen inferior. Outros sinais e sintomas de doença inflamatória pélvica incluem febre, corrimento vaginal diferente com odor ruim, dor na relação sexual, dor ao urinar, e menstruação irregular.

O tratamento rápido e apropriado pode ajudar a prevenir complicações decorrentes de doença inflamatória pélvica. Sem tratamento a doença inflamatória pélvica pode causar dano permanente a órgãos reprodutores femininos. Bactérias causadoras de infecções podem silenciosamente invadir as tubas. Isso pode bloquear ou interromper o movimento normal dos óvulos para o útero. Em torno de 10% das mulheres com doença inflamatória pélvica ficam infértil.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Cancro Duro(Sífilis)

Cancro Mole

Candidíase

Herpes Simples Genital

Gonorréia

Condiloma acuminado/HPV

Hepatite B

Aids

Infecção por trichomonas

Infecção por clamídia

Infecção por gardnerella

 

CANCRO DURO (SÍFILIS)

É uma doença infecto contagiosa sistêmica que compromete múltiploes órgãos(pele,olhos,osso,cardiovascular,sistema nervoso)

A sífilis divide-se em Primária,Secundária,Latente e Terciária ou Tardia.Quando mãe transmite para o feto é chamada de sífilis congênita.

Pode provocar complicações como aborto espontâneo,parto prematuro,baixo peso,endometrite pós Peri e neonatal.

A transmissão é por relação sexual(vaginal ,anal e oral),transfusão de sangue contaminado, transplacentária (a partir do quarto mês de gestação) e eventualmente através de objetos.

O diagnóstico é feito por pesquisa direta do agente nas lesões. Exames sorológicos (VDRL, FTA-ABS etc)

O Tratamento é medicamentoso e a cura é completa, se tratada precoce e adequadamente.

A camisinha pode proteger da contaminação genital se a lesão estiver na área recoberta. Evitar contato sexual se detectar lesão genital no(a) parceiro(a).

voltar

__________________________________________________________

CANCRO MOLE

É uma ulceração (ferida) dolorosa, com a base mole, hiperemiada (avermelhada), com fundo purulento e de forma irregular que compromete principalmente a genitália externa mas pode comprometer também o ânus e mais raramente os lábios, a boca, língua e garganta. Estas feridas são muito contagiosas, auto-inoculáveis e portanto, frequentemente múltiplas. Em alguns pacientes, geralmente do sexo masculino, pode ocorrer infartamento ganglionar na região inguino-crural (inchação na virilha). Não é rara a associação do cancro mole e o cancro duro (sífilis primária).
A transmissão ocorre por relação sexual e é diagnosticada por meio de pesquisa do agente em material colhido das lesões.
Sua prevenção deve ser feita com camisinha. Higienização genital antes e após o relacionamento sexual. Escolha do(a) parceiro(a).

voltar

__________________________________________________________

CANDIDÍASE

A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais frequentes de infecção genital. Caracteriza-se por prurido (coceira), ardor,dor na relação sexual e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos brancacentos, semelhante à nata do leite. Com frequência, a vulva e a vagina encontram-se inchadas e avermelhadas.

As lesões podem estender-se pela região perianal e virilha.

Na maioria das vezes não é uma doença de transmissão sexual . Em geral está relacionada com a diminuição da resistência do organismo da pessoa. Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção : diabetes melitus, gravidez, uso de anticoncepcionais orais, uso de antibióticos e medicamentos imunosupressivos (que diminuem as defesas imunitárias do organismo), obesidade, uso de roupas justas etc.
As complicações são raras e a transmissão pode ocorrer pelo contato com secreções provenientes da boca, pele, vagina e dejetos de doentes ou portadores. A transmissão da mãe para o recém-nascido (transmissão vertical) pode ocorrer durante o parto.
O diagnóstico é feito por meio depesquisa do agente no material vaginal e o resultado deve ser correlacionado com a clínica.

O tratamento é realizado com medicamentos locais e/ou sistêmicos e a prevenção por
higienização adequada. Evite vestimentas muito justas e investigue e tratando doença(s) predisponente(s).

voltar

__________________________________________________________

HERPES SIMPLES GENITAL

É uma infecção recorrente causadas por um grupo de vírus que determinam lesões genitais em forma de pequenas bolhas agrupadas que, em 4-5 dias,fazem ferida seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas de vermelhidão no local. A primeira crise é, em geral, mais intensa e demorada que as subsequentes. O caráter recorrente da infecção não tem prazo certo podendo ocorrer após semanas, meses ou até anos da crise anterior. As crises podem ser desencadeadas por fatores tais como stress emocional, exposição ao sol, febre, baixa da imunidade etc.
A pessoa pode estar contaminada pelo virus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, transmití-lo a(ao) parceira(o) numa relação sexual.

Tem como complicações e conseqüências,aborto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite,infecções peri e neonatais. Vulvite. Vaginite. Cervicite. Ulcerações genitais.
A transmissãofrequentemente se dá pela relação sexual e da mãe doente para o recém-nascido na hora do parto.

O diagnóstico é essencialmente clínico (anamnese e exame físico). A cultura e a biópsia são raramente utilizados.
O tratamento tem por objetivo diminuir as manifestações da doença ou aumentar o intervalo entre as crises.
Não está provado que a camisinha diminua a transmissibilidade da doença. Higienização genital antes e após o relacionamento sexual é recomendável. Escolha do(a) parceiro(a).

voltar

__________________________________________________________

GONORRÉIA

Doença infecto-contagiosa que se caracteriza pela presença de abundante corrimento pela uretra no homem e vagina e/ou uretra na mulher. Este quadro frequentemente é precedido por prurido na uretra e disúria (ardência miccional). Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre. Nas mulheres os sintomas são mais brandos ou podem estar ausentes (maioria dos casos).

Pode apresentar complicações como:aborto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Doença Inflamatória Pélvica,Epididimite. Prostatite. Pielonefrite. Meningite. Miocardite. Gravidez ectópica, Infecção ocular, Pneumonia e Otite média do recém-nascido. Artrite aguda etc. Assim como a infecção por clamídia, é uma das principais causas infecciosas de infertilidade feminina.

A transmissão acontece porrelação sexual. O risco de transmissão é superior a 90%, isto é, ao se ter um relacionamento sexual com um(a) parceiro(a) doente, o risco de contaminar-se é de cerca de 90%. O fato de não haver sintomas (caso da maioria das mulheres contaminadas), não afeta a transmissibilidade da doença.
O diagnóstico é feito através deexame das secreções coradas pelo Gram e/ou cultura do mesmo material.

Pode ser prevenida como uso da camisinha ehigiene pós-coito.

voltar

__________________________________________________________

CONDILOMA ACUMINADO HPV

Infecção causada por um grupo de vírus (HPV - Human Papilloma Viruses) que determinam lesões papilares as quais, ao se fundirem, formam massas vegetantes de tamanhos variáveis, com aspecto de verrugas.
Os locais mais comuns do aparecimento destas lesões são a glande, o prepúcio e o meato uretral no homem e a vulva, o períneo, a vagina e o colo do útero na mulher.
Em ambos os sexos pode ocorrer no ânus e reto, não necessariamente relacionado com o coito anal.
Com alguma frequência a lesão é pequena, de difícil visualização à vista desarmada, mas na grande maioria das vezes a infecção é assintomática.

Pode ocasionar câncer do colo do útero e vulva e, mais raramente, câncer do pênis e também do ânus.

A transmissão se dá porcontato sexual vaginal, anal e oral. Mesmo que não ocorra penetração vaginal ou anal o virus pode ser transmitido.
O recém-nascido pode ser infectado pela mãe doente, durante o parto.
Pode ocorrer também, embora mais raramente, contaminação por outras vias (fômites) que não a sexual : em banheiros, saunas, instrumental ginecológico, uso comum de roupas íntimas, toalhas etc.
O diagnóstico é essencialmente clínico (anamnese e exame físico). Eventualmente recorre-se a uma biópsia da lesão suspeita.E o tratamento visa a remoção das lesões (verrugas, condilomas e lesões do colo uterino).
Os tratamentos disponíveis são locais (cirúrgicos, quimioterápicos, cauterizações etc). As recidivas (retorno da doença) podem ocorrer e são freqüentes, mesmo com o tratamento adequado.
Eventualmente, as lesões desaparecem espontaneamente.
Não existe ainda um medicamento que erradique o virus, mas a cura da infecção pode ocorrer por ação dos mecanismos de defesa do organismo.
Já existem vacinas para proteção contra alguns tipos específicos do HPV, estando as mesmas indicadas para pessoas não contaminadas.

A camisinha deve ser usada adequadamente, do início ao fim da relação, pois pode proporcionar alguma proteção. Ter parceiro fixo ou reduzir numero de parceiros. Exame ginecológico anual para rastreio de doenças pré-invasivas do colo do útero. Avaliação do(a) parceiro(a). Abstinência sexual durante o tratamento.
A vacina Quadrivalente foi produzida contra os tipos 6,11,16 e 18 do HPV, para meninas e mulheres de 9 a 26 anos que não tenham a infecção. Esta vacina confere proteção contra os vírus citados acima, os quais são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero (tipos 16 e 18) e 90% dos casos de verrugas (condilomas) genitais (tipos 6 e 11).

voltar

__________________________________________________________

HEPATITE B

É a infecção das células hepáticas pelo HBV (Hepatitis B Virus) que se exterioriza por um espectro de síndromes que vão desde a infecção inaparente e subclínica até a rapidamente progressiva e fatal.
Os sintomas, quando presentes, são : falta de apetite, febre, náuseas, vômitos, astenia, diarréia, dores articulares, icterícia (amarelamento da pele e mucosas) entre os mais comuns.

Pode causar hepatite crônica, Cirrose hepática, Câncer do fígado (Hepatocarcinoma), além de formas agudas severas com coma hepático e óbito.

A transmissão ocorre através da solução de continuidade da pele e mucosas. Relações sexuais. Materiais ou instrumentos contaminados: Seringas, agulhas, perfuração de orelha, tatuagens, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos, procedimentos de manicure ou pedicure etc. Transfusão de sangue e derivados. Transmissão vertical : da mãe portadora para o recém-nascido, durante o parto (parto normal ou cesariana). O portador crônico pode ser infectante pelo resto da vida.
O diagnósticoé feito através de exames realizados no sangue do paciente.

Não há medicamento para combater diretamente o agente da doença, tratam-se apenas os sintomas e as complicações.
Você pode se prevenir através da vacina, obtida por engenharia genética, com grande eficácia no desenvolvimento de níveis protetores de anticorpos (3 doses). Recomenda-se os mesmo cuidados descritos na prevenção da AIDS, ou seja, sexo seguro e cuidados com a manipulação do sangue.

voltar

__________________________________________________________

AIDS

É uma variedade de sintomas e manifestações, causados pela infecção crônica do organismo humano pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus).
O vírus compromete o funcionamento do sistema imunológico humano, de protegê-lo contra as agressões externas (por bactérias, outros vírus, parasitas e mesmo por celulas cancerígenas).
Com a progressiva lesão do sistema imunológico o organismo humano se torna cada vez mais susceptível a determinadas infecções e tumores, conhecidas como doenças oportunísticas, que acabam por levar o doente à morte.

A fase aguda (após 1 a 4 semanas da exposição e contaminação) da infecção manifesta-se em geral como um quadro gripal (febre, mal estar e dores no corpo) que pode estar acompanhada de manchas vermelhas pelo corpo e adenopatia (íngua) generalizada (em diferentes locais do organismo). A fase aguda dura, em geral, de 1 a 2 semanas e pode ser confundida com outras viroses (gripe, mononucleose etc) bem como pode também passar desapercebida.
Os sintomas da fase aguda são portanto inespecíficos e comuns a várias doenças, não permitindo por si só o diagnóstico de infecção pelo HIV, o qual somente pode ser confirmado pelo teste anti-HIV, o qual deve ser feito após 90 dias (3 meses) da data da exposição ou provável contaminação.

O agente causador é oHIV (Human Immunodeficiency Virus), com 2 subtipos conhecidos : HIV-1 e HIV-2,tendo como complicações,doenças oportunísticas, como a tuberculose miliar e determinadas pneumonias, alguns tipos de tumores, como certos linfomas e o Sarcoma de Kaposi. Distúrbios neurológicos.

A transmissão ocorre pelosangue e líquidos grosseiramente contaminados por sangue, sêmem, secreções vaginais e leite materno.
Pode ocorrer transmissão no sexo vaginal, oral e anal.

Os beijos sociais (beijo seco, de boca fechada) são seguros (risco zero) quanto a transmissão do vírus, mesmo que uma das pessoas seja portadora do HIV. O mesmo se pode dizer de apertos de mão e abraços.
Os beijos de boca aberta são considerados de baixo risco quanto a uma possível transmissão do HIV.

O período de incubação é de3 a 10 (ou mais) anos entre a contaminação e o aparecimento de sintomas sugestivos de AIDS. E o diagnóstico é feito por exames realizados no sangue do(a) paciente.
Existem drogas que inibem a replicação do HIV, que devem ser usadas associadas, mas ainda não se pode falar em cura da AIDS.

Na transmissão sexual se recomenda sexo seguro: relação monogâmica com parceiro comprovadamente HIV negativo, uso de camisinha.
Na transmissão pelo sangue recomenda-se cuidado no manejo de sangue (uso de seringas descartáveis, exigir que todo sangue a ser transfundido seja previamente testado para a presença do HIV, uso de luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados).

voltar

__________________________________________________________

INFECÇÃO POR CLAMÍDIA

É uma doença infecto-contagiosa dos órgãos genitais masculinos ou femininos que se caracteriza pela presença (pode não ocorrer) de secreção uretral escassa, translúcida e geralmente matinal. Um ardor uretral ou vaginal pode ser a única manifestação. Raramente a secreção é purulenta e abundante.
O agente causador é aChlamidia trachomatis.

As complicações podem ser, salpingite e sua sequelas (infertilidade), bartolinite, doença inflamatória pélvica (DIP), gravidez ectópica etc. Assim como a gonorréia, é uma das principais causas infecciosas de infertilidade feminina.

A transmissãoocorre narelação sexual ou por objetos e o período de incubação
1-2 semanas à 1 mes ou mais.
O diagnóstico é feito pela pesquisa do agente em material uretral e/ou vaginal.
O tratamento deve ser feito com antibiótico oral e local (na mulher)
Prevenção
Camisinha. Higiene pós-coito.

voltar

__________________________________________________________

INFECÇÃO POR TRICHOMONAS

É uma doença infecto-contagiosa do sistema gênito-urinário do homem e genital da mulher. No homem causa uma uretrite de manifestações em geral discretas (ardor e/ou prurido uretral e secreção brancacenta, amarelada ou amarelo esverdeada), podendo, eventualmente ser ausentes em alguns e muito intensas em outros.
É uma das principais causas de vaginite ou vulvovaginite da mulher adulta e manifesta-se na mulher como um corrimento vaginal amarelo esverdeado ou acinzentado, espumoso e com forte odor característico. Não é incomum também ocorrer irritação na região genital bem como sintomas miccionais que podem simular uma cistite (dor ao urinar e micções frequentes).

O agente causal é um protozoário chamado Trichomonas vaginalis

Como conseqüência o bebê pode nascerprematuro com baixo peso ao nascer. Pode ocorrer a ruptura prematura de bolsa.

A transmissão se dá porrelação sexual (principalmente). A mulher pode ser infectada tanto por parceiros do sexo masculino quanto do sexo feminino (por contato genital). O homem por parceiras do sexo feminino ou fômites.

O diagnóstico é feito por meio de pesquisa do agente em material uretral e/ou vaginal.

O tratamento é Quimioterápicos.Pode ser oral e local (na mulher).
Para prevenção usecamisinha.

voltar

__________________________________________________________

INFECÇÃO POR GARDNERELLA

A gardnerella vaginalis é uma bactéria que faz parte da flora vaginal normal de 20 a 80% das mulheres sexualmente ativas. Quando, por um desequilíbrio dessa flora, ocorre um predomínio dessa bactéria que convencionou-se chamar de vaginose bacteriana.

A vaginose por gardnerella pode não apresentar manifestações clínicas (sinais ou sintomas). Quando ocorrem, estas manifestações caracterizam-se por um corrimento homogêneo amarelado ou acinzentado, com bolhas esparsas em sua superfície e com um odor ativo desagradável. O prurido (coceira) vaginal é citado por algumas pacientes mas não é comum. Após uma relação sexual, com a presença do esperma (de pH básico) no ambiente vaginal, costuma ocorrer a liberação de odor semelhante ao de peixe podre.

Foi detectada uma maior incidência da vaginose bacteriana em mulheres que tem múltiplos parceiros sexuais.

No homem pode ser causa de uretrite e, eventualmente, de balanopostite (inflamação do prepúcio e glande). A uretrite é geralmente assintomática e raramente necessita de tratamento. Quando presentes os sintomas restringem-se a um prurido (coceira) e um leve ardor (queimação) miccional.
FLORA MICROBIANA NORMAL : Nosso organismo, a partir do nascimento, entra em contacto com germes (bactérias, virus, fungos etc) os quais vão se localizando na pele e cavidades (boca, vagina, uretra, intestinos etc) caracterizando o que se chama de Flora Microbiana Normal. Normal porque é inexorável e porque estabelece um equilíbrio harmônico com o nosso organismo.

Existem condições em que este equilíbrio pode se desfazer (outras infecções, uso de antibióticos, 'stress', depressão, gravidez, uso de DIU, uso de duchas vaginais sem recomendação médica etc) e determinar o predomínio de um ou mais de seus germes componentes, causando então o aparecimento de uma infecção.

As complicações causadas por esta doença são:Infertilidade, Salpingite, Endometrite, DIP, Ruptura prematura de Membranas, Aborto, Aumento do risco de infecção pelo HIV se houver contato com o vírus. Há aumento também do risco de se contrair outras infecções como a gonorréia, trichomoníase etc. Durante a gestação pode ser causa de prematuridade ou RN de baixo peso.

Geralmente ocorre transmissão primária na mulher e sexual no homem. Pode ocorrer também transmissão pelo contato genital entre parceiras sexuais femininas

O diagnóstico é feito por meio depesquisa do agente em material vaginal e/ou uretral. A interpretação do resultado deve ser associado à clínica.

Como prevenção usecamisinha. Evite duchas vaginais, exceto sob recomendação médica. Não esqueça de limitar número de parceiros sexuais e de fazer contrôles ginecológicos periódicos.

 

voltar em doenças sexualmente transmissíveis

voltar menu

___________________________________________________________________________________________________________

ENDOMETRIOSE

É uma doença benigna que afeta as mulheres em idade reprodutiva.O nome vem da palavra ENDOMÉTRIO que é o tecido que reveste a parede interna do útero e que é renovada mensalmente pela menstruação.Quando este tecido aparece em locais fora do útero,denomina-se endometriose.Os locais mais comuns são:fundo de saco posterior(atrás do útero),septo reto-vaginal(tecido entre a vagina e o reto),trompas,ovários,superfície do reto,ligamentos do útero,bexiga e parede interna do abdome.

CAUSA E PRINCIPAIS SINTOMAS

É uma doença que acomete mulheres em idade reprodutiva cujo principal sintoma é a dor,ás vezes muito forte,na época da menstruação.Dores para ter relações também são comuns,mas muitas mulheres que têm endometriose não sentem nada.Apenas descobrem a doença durante pesquisa de infertilidade.No entanto,ter endometriose não é sinônimo de infertilidade.

Há diversas teorias sobre as causas da endometriose.Algumas sugerem ser uma doença genética,outras ser uma doença do sistema de defesa.A teoria mais aceita,afirma que a endometriose é causada pelo refluxo do sangue menstrual para dentro do abdome através das trompas.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito através da história clinica,exame ginecológico,ultra-sonografia transvaginal pélvica,ressonância nuclear magnética e exames laboratoriais.

O diagnóstico definitivo,porém,só é conseguido através do exame anatomo-patológico da lesão,obtido preferencialmente,por videolaparoscopia.

TRATAMENTO

Atualmente não há cura para a endometriose.No entanto a dor e os sintomas dessa doença podem ser controlados.

Os principais objetivos do tratamento são:

Reduzir a dor;

Diminuir os focos de endometriose;

Reverter ou limitar a progressão da doença;

Preservar ou restaurar a fertilidade

Em mulheres que não pretendem engravidar,o tratamento clínico pode ser feito com anticoncepcionais orais ou injetáveis de uso contínuo.

Nas mulheres que desejam engravidar,o tratamento baseia-se no grau de comprometimento causado pela doença(estadiamento)e no tratamento cirúrgico com a destruição dos focos visíveis de endometriose realizados através da videolaparoscopia.

Em casos graves a gravidez só será possível através de técnicas de inseminação artificial,fertilização in vitro(FIV e ICSI).

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

GESTAÇÃO

Para você acompanhar o desenvolvimento do bebê durante os nove meses de gestação:

Os médicos obstetras consideram a primeira semana da gestação aquela que inicia o ciclo menstrual que resulta na gravidez, ou seja, o primeiro dia da última menstruação.

A fecundação (encontro do óvulo com o espermatozóide que formará o embrião) ocorre somente no fim da segunda semana do ciclo, na maioria das vezes.

A implantação ocorre no fim da terceira semana, quando pode ocorrer uma pequena perda sanguínea que não prejudica a gravidez.

Na quarta semana inicia-se a formação propriamente dita do embrião.

5ª semana

A futura mãe percebe que a menstruação está atrasada há aproximadamente 5 dias. O sistema circulatório do embrião, juntamente com o coração, começa a ser formado. Além disso, os primórdios do sistema nervoso central também já existem com o fechamento do tubo neural.

6ª semana
Brotos dos membros superiores e inferiores estão se formando. O embrião mede aproximadamente 4 mm.

7ª semana
O embrião chega a medir 8 mm. A face primitiva está em desenvolvimento.

8ª semana
O embrião chega a medir 13mm de comprimento. Os dedos já são visíveis, bem como as orelhas. Inicia-se o desenvolvimento dentário.

9ª semana
Nesse período ele já se mexe bastante dentro do útero, porém a mãe ainda não percebe. A genitália externa é definida, ou seja o sexo já está estabelecido. O comprimento chega a 18mm.

10ª semana
Os primórdios de todas as estruturas essenciais externas e internas já existem. O embrião chega a 30mm de comprimento. Entre 10 e 14 semanas pode-se, através da ultra-sonografia, medir a translucência nucal que, quando normal, afasta em 85% a chance da criança nascer com Síndrome de Down.

11ª semana
O embrião chega a medir 50mm. Na ultra-sonografia já se pode observar o estômago, a bexiga e massa encefálica, além do esboço da coluna vertebral.

12ª semana
O embrião torna-se um feto, ou seja, suas características físicas assemelham-se à de um adulto. A face tem aspecto humano. Ele chega a medir 61mm. A placenta torna-se o órgão responsável pela nutrição fetal. As unhas dos dedos das mãos e dos pés começam a se formar.

13ª semana
Inicia-se o segundo trimestre da gestação. A "barriguinha" da gestante começa a apontar, pois o útero já ocupa a parte superior da pelve. O sistema tegumentar que forma a pele já está se desenvolvendo.

14ª semana
A possibilidade de o médico obstetra escutar os batimentos cardíacos fetais com um aparelho chamado sonar já é bem alta: depende da quantidade de tecido adiposo da paciente e da posição fetal.

15ª semana
O sexo fetal já pode ser definido pelo exame de ultra-som. Isso depende principalmente da posição fetal, além do equipamento utilizado e do profissional que realiza o exame. Existem casos em que não se consegue diagnosticar o sexo fetal até o fim da gestação pelo ultra-som, outros em que há grande facilidade em se identificar a genitália.

16ª semana
O feto já não pode ser visto inteiro na tela do ultra-som: o médico o mostrará por partes. A ossificação do esqueleto fetal progride rapidamente nesse período.

17ª semana
A movimentação fetal nessa fase é intensa, porém a mãe ainda não consegue percebê-la.

18ª semana
Nos fetos de sexo feminino, os ovários já estão diferenciados. Os testículos, nos fetos masculinos, iniciam sua descida para a bolsa escrotal.

19ª semana
Os sistemas circulatório, digestivo e urinário já funcionam harmoniosamente. O feto deglute parte do líquido amniótico e elimina urina no líquido.

20ª semana
A partir dessa época a maioria das gestantes começa a sentir as movimentações fetais. As primigestas (primeira gestação) podem sentir mais tardiamente, por volta de 22 semanas. Entre 20 e 24 semanas de gestação pode se realizar o ultra-som morfológico, que é o exame não invasivo mais detalhado que existe atualmente para o estudo da função dos órgãos e sua morfologia. É a época apropriada para o rastreamento de várias malformações fetais e placentárias. O peso fetal está em torno de 500gramas.

21ª semana
O soluço fetal pode ser percebido freqüentemente até o fim da gestação.

22ª semana
Os pêlos começam a tornar-se visíveis, inicialmente nas sobrancelhas, nos lábios superiores e queixo, bem como os cabelos.

23ª semana
O feto mexe bastante nessa fase gestacional, podendo dar cambalhotas, virar de um lado para o outro e inclusive dormir no útero materno.

24ª semana
O comprimento céfalo-nádegas é em torno de 21cm, e o peso em torno de 650g.

25ª semana
As medidas do feto tornam-se mais proporcionais a partir dessa fase.

26ª semana
A partir dessa semana inicia-se o terceiro trimestre da gestação que se caracteriza pelo ganho de peso fetal, além do amadurecimento de seus órgãos.

27ª semana
A pele encontra-se enrugada devido à escassez de gordura subcutânea. Os olhos começam a abrir. O feto tem aparência magra.

28ª semana
O peso fetal está em torno de 1kg.

29ª semana
A gordura subcutânea já está desenvolvida, ou seja, a pele enrugada desaparece. O sistema nervoso central atinge um grau de desenvolvimento satisfatório, permitindo já um certo controle de regulação térmica corporal. O feto já ensaia movimentos respiratórios intra-uterinos.

30ª semana
Daqui para frente a implantação placentária é definitiva, ou seja, não há mais deslocamento da mesma. Normalmente após esse período o feto já fica na posição correta, que é de ponta cabeça, ou seja, dificilmente dará uma cambalhota para ficar sentado.

31ª semana
Os núcleos de ossificação do fêmur (osso principal do corpo humano) já se formaram, indicando que o amadurecimento ósseo está adequado.

32ª semana
As contrações uterinas fisiológicas, que preparam o útero para o trabalho de parto, iniciam-se lentamente nessa fase. A gestante pode sentir a barriga "endurecer" por curtos períodos de tempo e não rítmicos.

33ª semana
A partir dessa semana é interessante que a gestante vá preparando os últimos detalhes do enxoval do bebê, que conheça a maternidade e o melhor caminho para chegar lá.

34ª semana
O peso fetal está em torno de 2kg.

35ª semana
A partir dessa época, os pulmões já produzem surfactante, uma substância fabricada pelo próprio organismo que faz com que eles sequem, e eles deixam de ser imaturos.

36ª semana
A média de peso fetal é de 2,5kg. A partir dessa semana é comum a realização de um exame chamado cardiotocografia anteparto ou monitoragem fetal. É feito semanalmente e tem o intuito de avaliar o bem estar fetal, ou seja, a sua
vitalidade.

37ª semana
Ao final desta semana o feto já é considerado maduro por isso, caso a paciente entre em trabalho de parto espontaneamente, o recém-nascido não será prematuro. Porém nesse período o feto freqüentemente ainda está em fase de ganho de massa corporal, em torno de 200-250g/semana.

38ª semana
As gestantes em geral apresentam contrações uterinas ainda não rítmicas que preparam o organismo para o trabalho de parto. Fique atenta às movimentações fetais e a uma eventual perda de líquido.

39ª semana
No fim da gestação é importante o controle médico semanal. Muitas mulheres já apresentam dilatação do colo uterino.

40ª semana
O final desta semana coincidirá com a data que o médico calculou como a data provável do parto no início do pré-natal. Em alguns casos, a duração da gestação pode ser superior a 40 semanas, mas o acompanhamento médico é fundamental nesse período para garantir o bem estar materno e feta l

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

GRAVIDEZ NAS TROMPAS(ECTÓPICA)

É quando a gestação ocorre fora da cavidade uterina.Pode se desenvolver nas trompas(mais freqüente),nos ovários,ou mais raramente na cavidade abdominal.

É uma gestação totalmente inviável e o dignóstico precoce é essencial devido ao risco de hemorragia interna quando a trompa se rompe espeontâneamente.

O tratamento pode ser:

-Expectante/medicamentoso nos casos onde a gravidez ectópica se localiza na trompa e esta ainda não se rompeu.

-Cirúrgico,geralmente por videolaparoscopia-procedimento que em alguns casos,permite até a preservação da trompa.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

HPV

HPV é a sigla para papiloma vírus humano. Os HPV são capazes de provocar lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente.
Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV e são classificados em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos.
A transmissão é por contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus. Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Já as infecções subclínicas são encontradas no colo do útero.

As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como "crista de galo". Já as lesões subclínicas não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer do colo do útero caso não sejam tratadas precocemente.

O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

As verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou em qualquer área da pele podem ser diagnosticadas pelos exames urológico (pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Já o diagnóstico subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas pelos papilomavírus, é feito através do exame citopatológico (exame preventivo de Papanicolaou). O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida e o PCR.

A ocorrência de HPV durante a gravidez não implica obrigatoriamente numa má formação do feto nem impede o parto vaginal (parto normal). A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após análise individual de cada caso.

O fato de ter mantido relação sexual com uma mulher infectada pelo papilomavírus não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção. De qualquer forma, é recomendado procurar um urologista que será capaz - por meio de peniscopia (visualização do pênis através de lente de aumento) ou do teste de biologia molecular (exame de material colhido do pênis para pesquisar a presença do DNA do HPV), identificar a presença ou não de infecção por papilomavírus.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

MALFORMAÇÃO DO ÚTERO

São defeitos na forma do útero que ocorrem durante o desenvolvimento embriológico do feto feminino.Geralmente interferem na fertilidade ou na evolução da gestação.

Não parecem existir dúvidas quanto á influência das malformações uterinas na interrupção prematura da gravidez.

A histeroscopia colabora muito no diagnóstico da maioria das malformações uterinas como úetro hipoplásico(útero pouco desenvolvido), útero unicorno,útero didelfo,útero bicorno,útero com septo parcial ou total e útero arqueado,mas é a RNM(ressonância nuclear magnética) que dá o diagnóstico mais preciso.

A correção cirúrgica das malformações se resume no tratamento do septo uterino,parcial ou total que atualmente é realizada por meio da histeroscopia cirúrgica.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

MENOPAUSA E CLIMATÉRIO

As palavra menopausa e climatério têm sentidos diferentes, embora sejam utilizadas como sinônimos com freqüência.

A rigor, menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre o último ciclo menstrual.
Climatério é o período que abrange toda a fase em que os hormônios produzidos pelos ovários(estrogênio e progesterona) vão progressivamente deixando de ser fabricados, incluindo-se, portanto, a transição entre as fases reprodutiva e não-reprodutiva da vida da mulher.
Assim, a menopausa é um evento que acontece durante o climatério.

Nem a menopausa nem o climatério são doenças, mas ocorrências naturais ao longo da vida das mulheres.

Durante o climatério, a diminuição desses hormônios faz com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem completamente. Nessa fase de transição, ocorrem alterações físicas e psíquicas importantes, que prejudicam a qualidade de vida da mulher.

Ao contrário do que muita gente pensa, essas alterações podem e devem ser tratadas.

Quando começa o climatério?

Na maioria das mulheres, a menopausa ocorre entre os 45 e os 55 anos de idade, em média aos 50 anos. Por outro lado, os primeiros sinais do climatério, que são os ciclos menstruais irregulares, podem ocorrer vários anos antes da menopausa, ou seja, antes da última menstruação.

Atualmente, a expectativa de vida das mulheres se localiza na faixa dos 75 anos. Como a menopausa ocorre por volta dos 50 anos, as mulheres de hoje vivem em um estado de carência hormonal durante cerca de 25 anos, ou seja, um terço de suas vidas.

Sinais e sintomas do climatério (deficiência hormonal)

• Durante o climatério, ocorrem sintomas desagradáveis, como os que seguem:

• Fogachos (ondas de calor) que, freqüente, estão associados a suores intensos e, às vezes, a tonturas e palpitações.

• Suores noturnos, que fazem a mulher acordar à noite, prejudicando-lhe o sono.

• Depressão e irritabilidade, que podem ser agravadas por problemas domésticos e no trabalho.

• Alterações nos órgãos sexuais, como por exemplo, coceira e secura vaginal, que causam dor e desconforto durante as relações sexuais.

• Diminuição do tamanho das mamas e perda de sua firmeza.

• Perda de elasticidade da pele, principalmente da face e a do pescoço.

• Além disso, a longo prazo, a falta de hormônios femininos leva a outras alterações que não causam sintomas imediatos, mas que têm conseqüências graves, a saber:

• Os ossos ficam mais porosos e frágeis (osteoporose), o que leva ao encurvamento da coluna (a chamada "corcunda da viúva") e ao aumento do risco de fraturas, principalmente nos quadris.

• Aumentam as gorduras que circulam no sangue e que se depositam na parede das artérias, levando à aterosclerose, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares como infartos, "derrames" cerebrais e hipertensão.

 

Quais os tratamentos para o climatério?

Todos os sintomas e as conseqüências da carência hormonal podem ser tratados, com a orientação médica, pela terapia de reposição hormonal, ou seja, a substituição dos hormônios, que antes eram produzidos pelos ovários, por hormônios administrados através da pele (adesivos transdérmicos), por via oral (comprimidos) e, mesmo, por injeções intramusculares ou por cremes vaginais.

A administração de hormônios em comprimidos por via oral é a forma mais antiga utilizada na prática clínica. Modernamente, vem-se utilizando a via transdérmica com a mesma finalidade.

Os sistemas transdérmicos são constituídos por adesivos colocados sobre a pele, que liberam diretamente para o sangue o estrogênio e o progestogênio, ou seja, os hormônios que deixaram de ser fabricados pelo ovário.
Como não há passagem inicial pelo fígado, as doses transdérmicas utilizadas são muito menores (12 vezes menor, no caso do estrogênio) do que quando se compara com as doses necessárias dos medicamentos orais. Além disso, os hormônios são liberados para a corrente sangüínea através da pele, de forma constante, gradual e uniforme, da mesma maneira como ocorre quando os ovário estão funcionando.
Por isso, esse método é considerado "fisiológico", pois se assemelha à fisiologia normal do ovário. Os sistemas de adesivos sã trocados só a cada 3 ou 4 dias, permitindo maior comodidade no tratamento.

Os cremes vaginais são muito úteis no tratamento dos sintomas locais (por exemplo, secura vaginal), mas não têm efeito no restante dos sintomas. Já os medicamentos injetáveis, praticamente não são mais utilizados.

A melhor forma de tratamento, no entanto, deve ser indicada pelo médico.

Nunca inicie um tratamento para o climatério ou qualquer outro tipo de tratamento, por indicação de amigas ou parentes.

A decisão final sobre o melhor tipo de tratamento depende sempre da opinião do médico.

Quais os resultados da terapia de reposição hormonal?

Depois de iniciado o tratamento com hormônios (terapia de reposição hormonal), as ondas de calor e os distúrbios do sono começam a diminuir, dentro de duas ou três semanas. Os sintomas vaginais adversos também diminuem e o envelhecimento da pele é retardado.

Quando a terapia de reposição hormonal se realiza no momento adequado, ela também pode prevenir o enfraquecimento dos ossos (osteoporose) e diminuir os riscos de infarto, pressão alta e "derrames" cerebrais.

A terapia de reposição hormonal "combinada" (que associa a administração de estrogênio com progestogênio), indicada para mulheres com útero intacto, pode causar um sangramento a cada ciclo, justamente por simular o funcionamento normal dos ovários.
Esse sangramento assemelha-se a uma pequena menstruação, prevenindo que o útero venha a desenvolver hiperplasia endometrial.

E lembre-se sempre de duas coisas importantes:

• O tratamento de reposição hormonal não faz crescer pelos, não engorda e não causa câncer.

• Para tratar os problemas de saúde procure sempre o seu médico!

Outras recomendações

• Beba bastante água, principalmente após exercícios físicos.

• Adote uma dieta rica em cálcio, ingerindo laticínios e vegetais verdes.

• Use roupas leves e procure ambientes frescos e ventilados.

• Faça refeições mais freqüentes e mais leves.

• Pratique exercícios leves regularmente. As caminhadas, a natação e a dança ajudam a fortalecer músculos e ossos.

• Evite fumo e álcool em excesso.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL

A pílula anticoncepcional é um dos melhores métodos para se evitar uma gravidez indesejada.

Existem diversos tipos de pílulas e só o seu médico deve decidir que tipo você deve tomar

A pílula funciona através da ingestão diária de uma pequena quantidade dos hormônios que são produzidos nos ovários.É inibida a ovulação.Os óvulos não são mais liberados pelos ovários e você não engravida.

Ao final de uma cartela a parada da ingestão dos hormônios causa uma menstruação.

Anticoncepção de emergência é a administração de medicamentos até 72 horas após a relação desprotegida ou acidental visando evitar a gravidez.

Também é conhecida como pílula do dia seguinte.

Dentro de suas características,só deve ser usada em caso de emergência e não como método anticoncepcional de rotina.

Usada até 24 horas da relação tem um índice de falha de 5%.Entre 25 e 48 horas o índice de falha aumenta para 15% e entre 49 e 72 horas o índice chega a 42% de falhas.

Isto significa dizer que deve ser usada tão logo seja possível após a relação desprotegida.

 

ANTICONCEPCIONAIS INJETÁVEIS

Anticoncepcional hormonal-injetável combinado

São de uso mensal.São uteis naquelas pacientes que não conseguem se lembrar de usar a pílula diariamente ou têm intolerância gastrointestinal aos hormônios.Para algumas pacientes têm a vantagem de ser usado apenas uma vez por mês.

Anticoncepcional hormonal injetável só de progesterona.

O mais usado é o acetato de medroxiprogesterona,150 mg a cada três meses.Seu efeito anticoncepcional é por inibição da ovulação e atrofia endometrial.É , dos métodos reversíveis,o mais eficaz.O efeito adverso mais comum é o sangramento irregular e a amenorréia(ausência de menstruação).

É contra-indicado em pacientes que desejam engravidar a curto prazo,pois após o uso pode haver ausência de ovulação por prazos longos(de até 12 meses).É também muito utilizado por pacientes que estão amamentando.

Anticoncepcionais orais trifásicos

São as pílulas que contém estrogênios e progestágenos associados,porém em doses que variam com o decorrer da dosagem dos comprimidos(comprimidos de cores diferentes).Esta variação tenta imitar as variações hormonais do ciclo normal.

Contém etinilestradiol(estrogênio) e levonorgestrel(progestágeno) na sua composição.

Mecanismos de ação dos anticoncepcionais orais combinados e trifásicos

As pílulas inibem a ovulação e este é o seu principal mecanismo de ação.Além de serem anovulatórias,as pílulas promovem a alteração do muco cervical,da motilidade tubária e do endométrio.

Como utilizar os anticoncepcionais

Os anticoncepcionais combinados devem ser iniciados no primeiro ou no segundo dia do ciclo menstrual e tomados diariamente,preferencialmente no mesmo horário,durante 21 dias.Quando acaba a cartela faz-se uma pausa de uma semana,quando geralmente ocorre a menstruação.

SE NÃO OCORRER A MENSTRUAÇÃO SEU MÉDICO DEVERÁ SER AVISADO

No quinto dia do ciclo,ou uma semana após a ingestão do último comprimido da cartela anterior,uma nova cartela deve ser iniciada independente da menstruação já ter parado ou não.

Em casos de esquecimento da pílula,esta deve ser tomada tão logo a mulher se lembre.

Não podemos esquecer que quando a mulher apresenta vômitos ou diarréia a eficácia do anticoncepcional diminui.Quando a paciente usar outras medicações,principalmente aquelas que são metabolizadas no fígado,a eficácia também pode diminuir.

A pílula é muito eficaz em evitar a gravidez e ainda possui outros efeitos benéficos:diminui a incidência de doenças benignas da mama,de cistos ovarianos funcionais,protege contra a doença inflamatória pélvica,diminui o risco de anemia por sangramento menstrual,é eficaz no tratamento da dismenorréia(menstruação dolorosa).Protege contra a osteoporose,evita gestação ectópica(fora do útero),diminui o risco de carcinoma endometrial e ovariano e também regulariza o ciclo menstrual.

Não é recomendada a pausa no uso da pílula. Só se interrompe o uso da pílula quando existe o desejo de gestação,quando a anticoncepção não é necessária ou pela presença de efeitos adversos maiores,Não se deve suspender o uso de anticoncepcionais devido ao aparecimento de efeitos adversos menores como náuseas,vômitos,enjôo ou sangramentos irregulares,pois estes sintomas desaparecem em 2 ou 3 ciclos de uso.

Efeitos adversos dos anticoncepcionais:

1-Spots,ou sangramentos em pequena quantidade durante o uso da cartela,geralmente ocorrem nos primeiros meses de uso. A paciente deve estar tranqüila de que estes sangramentos não significam que a pílula terá eficácia menor.

2-Amenorréia,ausência de menstruação no intervalo da cartela.Pode acontecer,entretanto,deve ser descartada a presença de gestação.Amenorréia pode ocorrer porque a dose dos anticoncepcionais pode ter sido insuficiente para promover o crescimento do endométrio

3-Aumento de peso:talvez seja o efeito citado pelas pacientes que mais provoca o abandono do método.Entretanto,os estudos com anticoncepcionais de baixa dose não demonstraram haver aumento significativo de peso.O médico deve reforçar a verdadeira razão para as variações de peso: necessidade de dieta e exercício físico.

4-Cefaléia(dor de cabeça),irritabilidade,nervosismo,aumento do fluxo vaginal,dor e ingurgitamento.

Contra-indicações relativas ao uso dos ACO combinados:

*presença de fatores de risco para tromboembolismo

*passado de icterícia grave

*aleitamento materno

*depressão

*cefaléia

*epilepsia

*diabete mélito

*hipertensão arterial

Contra- indicações absolutas ao uso dos ACO:

*Tromboflebite,doença tromboembólica,doença cerebral vascular,obstrução coronariana ou história passada dessas doenças

*Doença hepática grave:sempre que houver alteração das enzimas hepáticas estrogênios são contra-indicados.

*Câncer de mama diagnosticado ou suspeito

*Gestação ou suspeita de gestação

*Fumantes com mais de 35 anos(discutível com os ACO de menor dose).

 

MINIPÍLULAS-PÍLULAS SÓ COM PROGESTOGÊNIOS

São comprimidos que contém apenas progestogênio.Seu mecanismo de ação é a alteração do muco cervical(evitando a penetração dos espermatozóides),alteração da motilidade tubária e a inadequação provocada no endométrio.É menos eficaz que a pílula combinada.Sua maior indicação é a anticoncepção durante a amamentação,pois esse método parece não interferir com a produção de leite materno.Nesse tipo de anticoncepcional não se faz pausa.Está indicado também para mulheres que têm contra-indicação ao estrogênio presente na pílulas combinadas.

MÉTODOS IRREVERSÍVEIS

Os métodos irreversíveis são os métodos cirúrgicos.É indicado para casais com família completa,que tenham contra-indicações a métodos reversíveis ou com risco caso ocorre gestação.

1-ESTERILIZAÇÃO MASCULINA-Vasectomia

Pode ser realizada com anestesia local.Tem um índice de falha em torno de 0,15%.Não existe alteração da função sexual após a vasectomia.

2-ESTERILIZAÇÃO FEMININA-Laqueadura Tubária

A esterelização feminina pode ser realizada por minilaparotomia(pequena incisão no abdome)ou por videolaparoscopia.Ambos os procedimentos são realizados com anestesia geral ou peridural.

Tem um índice de falha de 0,4%.

Em nosso país existe legislação específica quanto aos procedimentos de vasectomia e laqueadura tubária.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

MIOMAS

São tumores benignos(não cancerosos) que aparecem no útero.

Também são conhecidos como fibromas,fibromiomas ou leiomiomas.

Desenvolvem-se na parede muscular do útero.Geralmente não causam sintomas,mas,quando volumosos ou numerosos,podem provocar sangramento uterino importante,dores na parte inferior do abdome e desconforto na relação sexual.

Os miomas podem se localizar em diversas partes do útero.

Existem,basicamente,três tipos de miomas:

1-Subserosos: Geralmente são os de maior volume,nem sempre alteram a quantidade do sangramento mesntrual,mas podem causar dores e sensação de peso na parte inferior do abdome.

2-Intramurais:É o tipo mais comum de mioma.Podem causar aumento na quantidade do sangramento uterino,dores na parte inferior do abdome e interferir na fertilidade da mulher.

3-Submucosos:São os tipos menos comuns de mioma,mas os que mais causam aumento na quantidade do sangramento uterino,podendo levar até á anemia.Normalmente causam cólicas uterinas e certamente interferem na fertilidade da mulher.

TRATAMENTOS

Medicamentoso-tratamento paliativo para reduzir o fluxo menstrual e diminuir o volume do mioma melhorando as condições da paciente para uma futura cirurgia .

Embolização-pequena cirurgia onde se obstruem as artérias que levam o sangue ao mioma,resultando na sua regressão.Não é indicado em mulheres que pretendem engravidar.

Cirúrgico- a retirada do mioma pode ser:

-Por meio de cirurgias tradicionais com cortes(laparotomia)

-Por videolaparoscopia(sem cortes)quando o mioma é do tipo subseroso ou intramural

-por histeroscopia(sem cortes)quando o mioma é do tipo submucoso.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

OBESIDADE

Excesso de peso corporal, aumento do peso corporal; aumento de gordura, gordura.

Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.

Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente sócioeconômico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversas características peculiares que a distinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.

A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas.

Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingesta.

A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

OSTEOPOROSE

Osteoporose é uma doença que afeta principalmente mulheres na pós-menopausa caracterizada por uma fragilidade nos ossos.

No climatério a ausência do hormônio feminino faz com que os ossos percam sua densidade e fiquem porosos como uma esponja.

Esta fraqueza dos ossos expõe a mulher a riscos maiores de fraturas tanto por quedas como espontâneas ou por quedas.

Os locais mais comuns de fraturas são a coluna,o colo do fêmur e o pulso.

Destas fraturas,a mais perigosa é a do colo do fêmur.É também por causa da osteoporose que as mulheres perdem altura com a idade.

Fatores que afetam a massa óssea:

Histórico familiar

Níveis de hormônios ovarianos

Nutrição

Medicações

Baixo peso corpóreo

Sedentarismo

Tabagismo

Doenças que afetam o metabolismo ósseo.

O melhor método para mensurar a massa óssea de uma pessoa é a densitometria óssea,principalmente em ossos chatos(vétebras)e ossos longos(fêmur).

Tratamento

Hábitos saudáveis de vida

Medicamentos

Dieta rica em cálcio(leite e derivados)

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

PLÁSTICA OU RETIRADA DAS TUBAS(TROMPAS)

Plástica das Trompas(salpingoplastia)

É indicada nos casos de infertilidade,por obstrução das trompas,devido á laqueadura ou processo infeccioso anterior.

A videolararoscopia é o procedimento mais indicado para diagnóstico e tratamento,principalmente nos casos em que a obstrução se localiza na extremidade da trompa.É feita uma incisão que origina uma abertura para permitir a passagem do óvulo para o útero.

Retirada das Trompas(salpingectomia)

É indicada quando ocorrem alterações severas na anatomia das trompas,geralmente ocasionadas por processo infeccioso anterior.As trompas se dilatam,obstruem,retém líquido no seu interior e provocam dores crônicas no abdome.

Através da videolaparoscopia,retiram-se as trompas alteradas com melhora significativa dos sintomas.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

PÓLIPOS

Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação.Quando parte desse endométrio cresce,formando uma protuberância,denomina-se pólipo.

O pólipo pode ser cístico(bolsa preenchida com material líquido) ou glandular(feito de tecido endometrial),único ou múltiplo,pequeno ou grande,chegando a ocupar toda a cavidade uterina.

São mais freqüentes em mulheres com idade entre 40 a 50 anos e sua incidência aumenta progressivamente com a idade.O diagnóstico é de grande importância e a retirada do pólipo é necessária,pois 12% dos pólipos estão associados ao câncer de endométrio e 40% estão associados a sangramento uterino anormal.

Pode-se suspeitar da existência de pólipos endometriais através da ultra-sonografia endovaginal,mas o melhor método diagnóstico e a histeroscopia diagnóstica,que permite definir com precisão a dimensão,localização e vascularização para orientar a conduta médica.

O tratamento mais indicado para a retirada de pólipos no útero é a histeroscopia cirúrgica sempre com análise laboratorial do material retirado.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

PREVENÇÃO DE CÂNCER GINECOLÓGICO

As doenças malignas constituem importante problema da nossa sociedade, principalmente devido ao aumento do número médio de anos de vida, da maior exposição e fatores de riscos ambientais e de modificações de hábitos de vida.

Dentre estas, o câncer ginecológico, principalmente o cérvico-uterino e de mama constituem as principais causas de óbito no sexo feminino

O câncer cérvico-uterino está estritamente relacionado com níveis sócio-econômicos baixos, má higiene sexual, início de atividade sexual em idade precoce, multiparidade, multiplicidade de parceiros e história de infecções genitais recorrentes como doenças sexualmente transmissíveis, colpites, etc.

O favorecimento que a localização anatômica do órgão propicia, facilita a exploração clínica através do exame ginecológico, citologia oncótica e hormonal, colposcopia e histologia, com o objetivo de realizar prevenção e diagnóstico precoce deste tipo de câncer. Vale aqui a lembrança que este tipo de câncer possui evolução arrastada podendo até estacionar em estágios incipientes por vários anos facilitando o seu achado quando da realização de exames preventivos anuais.

As ações preventivas atingem a mulher desde a idade escolar até aquelas com prole constituída através da educação sexual, melhora o nível sócio-econômico, diminuição da promiscuidade, tratamento precoce e correto das infecções genitais, bem como a simples conscientização da população para a realização de exames preventivos periódicos.

Sintomas mais indicativos de lesão:

1. Sangramento genital, mormente pós-coito

2. Dor pélvica, ao coito, contínua.

3. Tumor, com crescimento visível

4. Corrimento contínuo, com odor e cor sanguinolenta.

Condutas básicas:

Evitar multiplicidade de parceiros sexuais, uso de preservativos, higiene sexual e ginecológica, planejamento familiar;

Consulta ginecológica anual obrigatória, independente de queixas;

Exame médico detalhado e acurado, não dispensando o exame das mamas, abdome, toque vaginal e retal;

A colposcopia alargada é obrigatória;

Citologia oncótica anual até os 35 anos, após semestral;

Biópsias e conização se necessário;

Ultrassonografia pélvica ou transvaginal semestral;

Mamografia e ultrassonografia mamária bianual após 35 anos;

Tratamento precoce e correto das patologias ginecológicas precursoras do câncer ginecológico.

 

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL

É uma queixa comum das mulheres que procuram o ginecologista – 20% das adolescentes e principalmente mulheres com mais de 40 anos.

As causas mais freqüentes:complicações de gravidez,infecções vaginais do colo ou do corpo uterino,câncer de colo uterino ou do endométrio,pólipos endocervicais e endometriais,miomas submucosos,hiperplasias endometriais,distúrbios hormonais ou de coagulação,doenças do fígado e da tireóide.

Uma boa história clínica,seguida de um exame físico e ultra-sonografia transvaginal.No caso dos resultados apontarem alterações internas no útero,está indicada a histeroscopia diagnóstica e, conforme o achado,realiza-se a histeroscopia cirúrgica.

Evitar histerectomias(retirada do útero) por sangramento uterino anormal(rebelde a tratamento medicamentoso) é uma das maiores colaborações da histeroscopia cirúrgica.Utiliza-se a técnica denominada ablação ou redução endometrial,que consiste na retirada da camada interna do útero(endométrio) responsável pelo sangramento.Procedimento sem cortes ,a ablação preserva o útero e diminui em até 80% o fluxo menstrual.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

TENSÃO PRÉ MENSTRUAL

Também conhecida por TPM, é um conjunto de sintomas que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual podendo ser tão severos que interem significativamente na vida da mulher.

A TPM é uma desordem neuropsicoendócrina com sintomas que afetam a mulher na esfera biológica,psicológica e social.

A tendência hoje é acreditar que a função fisiológica do ovário seja o gatilho que dispara os sintomas da síndrome,alterando a atividade da serotonina(neurotransmissor) no sistema nervoso central.

O tratamento depende da severidade dos sintomas e incluem modificações alimentares,comportamentais e tratamentos medicamentosos.

Os sintomas mais comuns incluem:

Irritabilidade,nervosismo;

Ansiedade(alteração do humor com sentimentos de hostilidade e raiva);

Depressão (com sensação de desvalia,distúrbio do sono,dificuldade de concentração)

Cefaléia(dor de cabeça)

Mastalagia(dor ou aumento da sensibilidade das mamas)

Retenção de líquidos(inchaço ou dor nas pernas)

Cansaço

Desejos por alguns alimentos como chocolates,doces e comidas salgadas.

O tratamento medicamentoso inclui o manejo específico de cada sintoma e inclui o uso de progesterona,espironolactona,fluoxetina;óleo de prímula;uso de vitaminas(B6,E) ou ingestão de cálcio e magnésio.

Medidas preventivas são igualmente importantes e incluem:

Orientação ,

Modificações alimentares com diminuição da gordura,sal,açúcar e cafeína(café,chá,bebidas a base de colas),

Dieta com boas fontes de cálcio(leite e iogurte desnatado) e magnésio(espinafre),diminuição da ingestão de álcool,

Parar de fumar,

Fazer exercícios regulares(aeróbicos: 20 a 30 minutos 3 vezes por semana)

Manejar o estresse.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

TRATAMENTO DE REPOSIÇÃO HORMONAL

A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é um polêmico tratamento para o climatério

e muitas vezes acompanhada de uma série de sintomas desagradáveis.

Por outro lado, o tratamento com hormônios pode acarretar em alguns riscos, principalmente no que diz respeito ao câncer de mama, embora, de acordo com especialistas, esta incidência não esteja comprovada.

De acordo com o Comitê de Nomenclaturas da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, o climatério é a fase em que a mulher passa do estágio reprodutivo para o não reprodutivo.

Em outras palavras, o climatério é o período em que há a parada de funcionamento dos ovários, que deixam de produzir os hormônios estrógeno e progesterona. Não é uma doença, mas apenas um estágio na vida da mulher.

Alguns sintomas podem ocorrer com freqüência, tais como ondas de calor ou fogachos (acontece de 75 a 80% das mulheres), suores noturnos, insônia, baixa do desejo sexual, irritabilidade, depressão, osteoporose, aumento do risco de doenças cardio-vasculares, ressecamento vaginal, dor durante o ato sexual e diminuição da atenção e memória.

A causa destes sintomas está na diminuição de produção do estrogênio,hormônio responsável, na adolescência feminina, pelo aparecimento dos seus sinais sexuais secundários (crescimento das mamas, pêlos pubianos, alargamento dos quadris, distribuição feminina da gordura, textura da pele, entre outros).

No climatério com a redução de produção deste hormônio, diminui o brilho da pele feminina e a distribuição de gordura passa a concentrar-se na barriga. A mulher passa a sentir secura vaginal e conseqüente dor no ato sexual. Desequilibram-se as gorduras no sangue, o colesterol e o hdl-colesterol, o que aumenta a chance de ataques cardíacos ou doenças cardio-vasculares.

A principal pergunta que vêm depois da explicação sobre o que é o climatério é a razão de procurar-se um tratamento, tendo em vista que estamos falando de uma fase normal na vida da mulher, e não de uma doença.

Diante de toda esta sintomatologia e dos riscos que a falta de estrogênio pode causar, parece que não restam muitas dúvidas sobre a necessidade de aplicar-se a reposição hormonal.

Um dos principais danos causados pela deficiência de hormônio ocorrida no climatério é a perda de cálcio, que causa a osteoporose.Uma série de desvantagens para o TRH são citados por uma verdadeira “patrulha”, que se posiciona radicalmente contra o uso de hormônios para tratar o climatério, especialmente pela alegação de que ele aumenta o risco de câncer de mama.

Um estudo abrangendo 121.700 mulheres, publicado no New England Journal fo Medicine em 1995, revelou que as chances de uma mulher que tomou hormônios por mais de cinco anos tem de 30 a 40% mais chances de desenvolver câncer de mama. Nas mulheres com idade entre 60 e 64 anos, este risco aumentou para 70%.

A conclusão desta pesquisa científica é de que as mulheres que usaram TRH por um período maior do que cinco anos tem 45% mais chances de morrer de câncer de mama do que aquelas que não usaram ou que o fizeram por um período menor.

As principais contra-indicações à terapêutica estrogênica seriam as hepatopatias atuais, tromboembolismo,anemia falciforme, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares,diabetes mellitus, epilepsia, cefaléia ou enxaqueca, porfiria,câncer de mama,câncer de endométrio e tabagismo.Na terapia baseada em progesterona, as contra-indicações seriam as hepatopatias e tromboembolismo. Ainda assim, é possível, com mudanças nas medicações aplicadas e suas doses, receitar a TRH mesmo para os pacientes que possuem estas contra-indicações.

Diante de tantos efeitos e de tantas controvérsias, é essencial que a mulher, antes de submeter-se a uma terapia hormonal, não apenas esteja muito bem informada sobre todos os pós e contras deste tratamento, mas também esteja realmente bem orientada por um profissional de sua confiança.

voltar

___________________________________________________________________________________________________________

VAGINISMO E DORES NA RELAÇÃO

O vaginismo é uma condição que afeta a capacidade da mulher tomar parte em qualquer forma de penetração vaginal, incluindo relação sexual vaginal, colocação de absorvente interno e penetrações relacionadas a exames ginecológicos. O vaginismo é resultado de um condicionamento reflexo do músculo, que faz com que a vagina tencione subitamente tornando qualquer forma de penetração vaginal dolorida ou impossível. Um mulher com vaginismo não controla conscientemente o espasmo muscular. O severidade do vaginismo e dor durante a penetração variam de mulher para mulher.

Vaginismo primário

O vaginismo primário ocorre quando a mulher nunca foi capaz de ter relação sexual ou qualquer tipo de penetração vaginal. Alguns fatores que podem causar vaginismo primário são:
* Abuso sexual.
* Achar que o sexo é vulgar ou imoral.
* O medo da dor associada à penetração, particularmente aquela associada ao rompimento do hímen na primeira tentativa de penetração sexual.

Vaginismo secundário

O vaginismo secundário ocorre quando a mulher, que era capaz de ter penetração vaginal, desenvolve vaginismo. Isso pode ser devido a causas psicológicas ou físicas, como infecção por candidíase ou trauma durante o parto.

Tratamento do vaginismo

O tratamento depende das causas do vaginismo. Como cada caso é diferente, o tratamento deve ser individualizado. 

Tratamento psicológico do vaginismo

De acordo com estudos, as principais causas do vaginismo são medo de dor no sexo, barreiras religiosas para o sexo e experiências traumáticas na infância (não necessariamente de natureza sexual). É importante registrar os aspectos psicológicos do problema, assim como o espasmo muscular. A mulher pode escolher descrever a questão psicológica em seus próprios termos, ou buscar ajuda de um psicoterapeuta.

Tratamento físico do vaginismo

O tratamento físico dos espasmos pode incluir exercícios, exploração da vagina pelo toque, e uso de dilatadores vaginais. Ao tratar os espasmos com dilatadores vaginais, esses gradualmente aumentam de tamanho à medida do progresso.

 

Sexualidade da mulher com vaginismo

Em mulheres com vaginismo a penetração sexual é dolorosa ou impossível, entretanto elas podem participar de outras atividades sexuais desde que a penetração seja evitada. Muitas mulheres com vaginismo desejam ter relação sexual com penetração, porém são impedidas pela dor ou pelo impacto emocional de cada tentativa.

 

Masturbação na mulher com vaginismo

Um dos problemas da mulher com vaginismo é que ela pode ficar temerosa de participar de atividades sexuais devido ao medo da dor com qualquer tipo de penetração sexual. A masturbação, com o sem penetração, pode aliviar esse medo, assim como a pressão sobre sua performance com um parceiro. Apesar da crença popular, o orgasmo não precisa ser o objetivo da masturbação. Pode-se realizar a masturbação simplesmente para explorar as várias sensações através do toque genital e no clitóris.

voltar